A campanha #gravidezsemalcool de prevenção à Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) recebeu nesta sexta-feira, 9 de setembro, a adesão de mais um time de celebridades da cultura, jornalismo e do esporte como seus novos padrinhos e madrinhas.

A partir de agora, a primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ana Botafogo, o jornalista investigativo Walace Lara, as atrizes Adriana Colin, Débora Olivieri e Kika Kalache, a modelo internacional Mari Bridi, além da campeã e lenda do basquete do Brasil e do mundo, Magic Paula, somam à ação de responsabilidade em saúde da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) e de entidades médicas (veja lista), para conscientizar gestantes, mulheres que planejam ser mães no futuro e toda a sociedade sobre os riscos que a ingestão de álcool na gravidez representa ao feto/bebê.
As novas madrinhas e o novo padrinho juntam-se aos outros nomes das artes e dos esportes que já abraçaram a causa, como Patrícia Abravanel, Alinne Moraes, Mariana Ferrão, Deborah Secco, Carla Diaz, Filipe Bragança, Fernanda Machado, Filipe Cavalcante, Paloma Bernardi, Murilo Becker, entre outros.
Evidências médicas atestam que não existe nível seguro de consumo de álcool na gestação e que a bebida pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê. A SAF provoca manifestações como malformações congênitas faciais, neurológicas, cardíacas e renais.
Bebês com essa síndrome têm alterações fortes e bastantes características: além de microcefalia (cabeça e crânio pequenos), algumas dismorfias faciais típicas do transtorno são olhos pequenos, lábio superior fino, facies plana, fissuras palpebrais curtas. Em regra, podem apresentar baixo peso ao nascer devido à restrição de crescimento intrauterino, comprometimento do sistema nervoso central com distúrbios de aprendizagem, de memória e da atenção, dificuldades socioemocionais e comportamentais.
Hoje, a Síndrome Alcoólica Fetal é a principal causa de retardo mental no mundo ocidental. Pesquisas científicas produzidas na Europa e nos Estados Unidos mostram 1 caso de SAF para cada 1000 nascidos vivos. No Brasil, não há dados consolidados sobre a afecção, apenas poucos números de universos específicos. Exemplo é estudo do Hospital Cachoeirinha, com 2 mil futuras mamães, apontando que 33% bebiam na gestação. O mais grave: 22% consumiram álcool.
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