
“O teatro vai bombar.” Essa é a intuição de Paulo Betti para daqui a “uns dois anos”, quando, diz acreditar ele, todos os brasileiros já estarão vacinados contra a Covid-19. “Tenho uma intuição, que espero que se concretize, que as pessoas vão ficar com muita vontade de ir ao teatro, com muita vontade de ver coisas ao vivo.”
Aos 68 anos, o ator recebeu a primeira dose do imunizante na quinta passada (1º). No começo do isolamento social por causa da pandemia, em março de 2020, Betti afirma que fez muita coisa online, inclusive, a apresentação da peça “Autobiografia Autorizada”, monólogo em que reconta as memórias de juventude.
Agora, mais de um ano depois, o ator confessa sentir “uma certa canseira”. “Já está todo mundo cansado e estressado”, pontua. Ele suspendeu o espetáculo, mas afirma seguir respeitando o confinamento e os protocolos de segurança contra o coronavírus.
REDES SOCIAIS E POLÍTICA
Durante o período de confinamento, Paulo Betti tem feito lives e se mostrado ativo em suas redes sociais. Para ele, essa é uma forma de ser útil, levar informação e “fazer militância”. “Tem que ajudar a sociedade a não ser enganada pelas fakes news, pelo obscurantismo, e destacar a importância do uso da máscara de proteção e da vacina.”
Ele diz não ter grandes “ilusões, porque as opiniões estão um pouco consolidadas”. “Mas, de qualquer maneira, ofereço alternativas de argumentação. É sempre gostoso fazer essa troca, sempre gostei disso, de participar.”
ao receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19, Betti agradece ao SUS pela imunização e não poupa críticas ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido).
“Se o uso de máscaras e o distanciamento social tivessem sido incentivados pelo governo, e as vacinas compradas quando nos foram oferecidas, se os idiotas não brigassem com a ciência, quantas vidas teriam sido salvas? Feliz por ser vacinado com três meses de atraso, mas revoltado com esse governo genocida.”
Apoiador histórico do PT, Betti afirma que voltou a ter esperanças com o discurso feito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após ter os seus direitos políticos restabelecidos por decisão do ministro Edson Fachin, do STF. (com informações:https://f5.folha.uol.com.br/celebridades)
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