
Manifestantes ligados a sindicatos, movimentos sociais e o Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal (PT-DF) promoveram, na manhã deste domingo (6/6), uma carreata contra a realização da Copa América no Brasil.
A concentração foi na Praça do Buriti, sede do poder Executivo no Distrito Federal, e reuniu cerca de 200 carros se seguiram em carreata até a Esplanada dos Ministério. O movimento ocupou as três faixas do Eixo Monumental, com faixas, cartazes e carro de som, os manifestantes também pediram agilidade na vacinação contra a Covid-19. “Não queremos copa, queremos vacina”, dizia um dos letreiros erguidos por um participante.
A deputada Erika Kokay (PT-DF), esteve na manifestação e declarou que o movimento era em favor da vida. “Com tantas mortes no país é inadmissível que seja instalada a Copa América no Brasil, logo depois que outros dois países negaram sediar o evento devido a pandemia”, disse.
A organização do protesto defende que apesar dos jogos estarem programados para acontecer sem torcida, “as delegações que aqui chegarem, virão de muitos lugares distintos, muitos aeroportos percorridos, podendo trazer muitas variantes do coronavírus. Além disso, seriam canais de transmissão de variantes daqui para os países participantes da Copa América”, finaliza.
Copa América – O torneiro foi transferido para o Brasil depois que Colômbia e Argentina desistiram de sediá-lo, respectivamente, por conta de protestos e pelo avanço da pandemia. A capital federal deve receber o jogo inicial, entre Brasil e Venezuela, além da semifinal. As demais cinco partidas ocorrem entre os dias 18 de junho e 9 de julho.
Neste domingo (6), o relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), informou que enviou aos jogadores e à comissão técnica da seleção brasileira uma nota na qual propõe uma “reflexão” e apresenta argumentos contrários à realização da Copa América de Futebol no Brasil.
O senador Flavio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, também fez um apelo aos atletas na manhã deste domingo, mas em sentido contrário — ele pede aos jogadores que “não abram mão” de disputar a competição.

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