quinta-feira , 23 abril 2026
Brasília

CPI: advogada diz que Prevent obrigava médicos a receitar ‘kit Covid’ e revela pacto pró-hidroxicloroquina

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Ao longo de sete horas de depoimento à  CPI da Covid, nesta terça-feira (28), a advogada Bruna Morato relatou uma rotina de ameaças a médicos da operadora de saúde Prevent Senior durante a pandemia de Covid.

Bruna Morato ajudou a elaborar o dossiê com as denúncias contra a empresa, investigada por uso de medicamentos sem eficácia contra a Covid e ocultação de mortes. Segundo Morato, a Prevent Senior tinha um sistema com formulários onde estavam os dados dos pacientes com Covid. Randolfe apresentou requerimento para ter acesso a esses formulários e prontuários.

Morato diz que recebeu relatos sobre pacientes em determinadas UTIs, cuja internação tivesse mais de 10 ou 14 dias, o procedimento indicado era a redução da oxigenação. “Eu não considero isso como sendo um tratamento paliativo, isso foge das práticas paliativas. E, sinceramente, acredito que esses pacientes nem tinham condições de serem encaminhados à enfermaria, esse leito híbrido. É importante que esses prontuários sejam disponibilizados para que seja feita uma devida avaliação. Esses pacientes, segundo informações dos médicos, evoluíram para óbito na própria UTI. Você tinha uma liberação de leitos. A expressão que ouvi ser muitas vezes utilizadas é ‘óbito também é alta”, afirmou.

Bruna Morato contou aos senadores que, entre 2015 e 2017, a Prevent Senior obrigava médicos a cantar com a mão no peito um hino em eventos da empresa.

A assessoria da empresa afirmou que a empresa não obrigava os médicos a cantar e que o hino era “uma brincadeira”. “O hino era muito mais uma brincadeira. Os médicos nunca foram obrigados a cantar. Os guardiões eram um programa em que cada pessoa — não só médicos — tutelavam os pacientes, resolvendo problemas burocráticos. Eram quase como um gerente de relacionamento”, afirmou a assessoria da operadora.

A operadora de plano de saúde Prevent Senior informou, em nota, que “nega e repudia as acusações mentirosas levadas anonimamente à CPI da Covid e à imprensa” e afirma “nunca ter escondido ou subnotificado óbitos”. Diz também que “sempre atuou dentro dos parâmetros éticos e legais”.

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