segunda-feira , 8 junho 2026
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Francesa com certificado de vacinação falso morre de Covid no hospital e revolta médicos

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Jovens franceses compram certificados falsos de vacinação contra covid

Uma mulher de 57 anos, sem nenhum fator de risco, morreu em decorrência de uma forma grave da Covid-19 no início de dezembro, em um hospital da região parisiense. Ela tinha comprado um certificado falso de vacinação anti-Covid alguns meses antes. O caso, revelado neste sábado (11) pela imprensa francesa, revoltou os médicos. Eles acreditam que poderiam ter salvado a paciente se soubessem que ela não era vacinada.
A dona de casa, que não tinha nenhuma comorbidade, foi internada no hospital Raymond-Poincaré, de Garches, com sintomas leves de Covid. Ela garantiu que era vacinada e apresentou um certificado de vacinação no momento da internação. O documento era falso. O atestado, comprado por ela de um médico em agosto, levou a equipe médica a não adotar a tempo o tratamento adequado contra a Covid para pacientes não vacinados. Seu estado de saúde piorou rapidamente evoluindo para óbito, explicou o hospital.
Mentiras – O marido da paciente, que não teve o nome revelado, informou que ela contraiu a Covid-19 do filho de 13 anos. O adolescente tinha sido contaminado na escola, relatou a BFMTV. Diante do agravamento de seus sintomas, ela foi ao pronto-socorro do hospital Raymond-Poincaré e mentiu, no momento da internação, garantindo que tinha a vacinação completa. As equipes médicas iniciaram o tratamento, seguindo o protocolo aplicado às pessoas vacinadas e sem comorbidades. Mas seu estado de saúde continuou a piorar e “progrediu rapidamente para uma síndrome respiratória aguda”. Alertada pela gravidade do caso, a equipe médica realizou vários exames complementares, entre eles um teste de pesquisa de anticorpos contra o coronavírus. “Foi a primeira vez que vimos uma jovem, sem comorbidades conhecidas, vacinada a priori, e que desenvolveu uma forma severa da doença”, relata o diretor da UTI.
Certificado falso para manter o emprego – A paciente tinha comprado o certificado falso para não perder o emprego de recepcionista, admitiu o marido à equipe médica. “Se os médicos soubessem que minha esposa não tinha sido vacinada, ela teria sido salva. Mas ela não queria que eu dissesse. (…) pois tinha medo de um processo judicial”, explicou à BFMTV.
O marido, imunizado, disse que não conseguiu convencer a mulher a se vacinar. Ela preferiu comprar o certificado falso de vacinação de um médico que trabalha em Nice. Essa prática foi fortemente criticada pelo chefe da UTI de Garches. “A todos os meus colegas, que prescrevem certificados de vacinação falsos, quero dizer que eles estão prestando um péssimo serviço aos seus pacientes e que os estão traindo!”, denunciou.

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