domingo , 7 junho 2026
Esportes

Eduardo Bolsonaro debocha de tortura sofrida por Miriam Leitão na ditadura

124
O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é Sem-titulo-38.png

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (União Brasil-SP) foi ao Twitter, neste domingo (3/4), para debochar da tortura sofrida pela jornalista Miriam Leitão durante a ditadura militar. Em 1972, grávida, ela foi colocada, por agentes da repressão, com uma jiboia em uma sala escura.

Ao comentar um texto em que Miriam classifica o presidente Jair Bolsonaro (PL) como “inimigo da democracia”, Eduardo escreveu “Ainda com pena da cobra”. Ele utilizou um emoji para fazer referência ao animal.

Miriam foi presa quando tinha 19 anos. Trancada em um batalhão do Exército localizado em Vitória (ES), ela perdeu 11 dos 39 quilos que pesava quando chegou.

“Fiquei presa ali, no 38º Batalhão. Os torturadores vieram de fora e, depois, sumiram. Eles trouxeram a cobra. Eu lembro que chamavam o pior dos torturadores, o dono da cobra, de doutor Pablo”, disse a jornalista, em 2014, ao “Observatório da Imprensa”.

Repercussão negativa

Nas redes, colegas e políticos se solidarizaram com Miriam. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) chamou Eduardo Bolsonaro de “canalha”, “covarde” e “imbecil”.

“Esse infeliz debocha da dor de uma mulher que sofreu na ditadura, regime instalado por gente da laia do seu pai. O Brasil não merece essa família ordinária”, indignou-se.

“Minha solidariedade à jornalista e meu compromisso de seguir lutando para acabar, definitivamente, com o Bolsonarismo”, endossou a parlamentar Fernanda Melchionna (PSOL-RS).

Vera Magalhães, apresentadora do “Roda Viva”, da “TV Cultura”, também repudiou as declarações do deputado.

“Miriam Leitão foi torturada grávida pela ditadura que essa família apoia. O deputado federal por São Paulo faz um comentário nojento e indigno desse. A infâmia está tão normalizada que faz o que faz e não sofre nenhuma punição do conselho de ética. Pessoa baixa”.
Na semana passada, quando o golpe militar completou 58 anos, Bolsonaro voltou a ignorar as mortes, desaparecimentos e prisões ocorridas durante o regime para exaltar o período.
“Quem esteve no governo naquela época fez a sua parte. O que seria do Brasil sem as obras do governo militar? Não seria nada, seria uma republiqueta”, falou. (fonte:www.em.com.br)

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Ginásio esportivo reinaugurado em Samambaia, DF, após reforma de R$ 1,2 milhão, com fachada moderna e quadra visível.
Distrito FederalEsportesPolítica

Ginásio de Samambaia é reinaugurado após reforma de R$ 1,2 milhão no DF

Na última quinta-feira, 23 de abril de 2026, o Ginásio de Esportes...

Ginásio poliesportivo reformado em Samambaia, DF, com investimento de R$ 1,2 milhão.
Distrito FederalEsportesPolítica

Celina Leão reinaugura ginásio reformado em Samambaia com investimento de R$ 1,2 milhão

A governadora Celina Leão reinaugurou o Ginásio de Esportes de Samambaia, no...

Maratona em Brasília celebrando 66 anos da cidade, com vista do Eixo Monumental e monumentos icônicos.
BrasíliaDistrito FederalEsportes

Maratona Brasília 2026 reúne milhares nos 66 anos da capital com Celina Leão

Brasília celebrou seus 66 anos com o início das comemorações marcado pela...