domingo , 7 junho 2026
Economia

CEO da CELA apresenta panorama de investimentos em renováveis, data centers, hidrogênio verde e baterias para ampliar rotas comerciais da China ao Brasil  

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“Camila Ramos, fundadora da Clean Energy Latin America, lidera missão empresarial em Xangai na próxima semana para atrair novos aportes chineses em projetos solares, eólicos, de armazenamento e de hidrogênio verde no País  
 

A executiva Camila Ramos, CEO da consultoria CELA (Clean Energy Latin America), especializada em assessoria financeira e consultoria estratégica para empresas e investidores no segmento de transição energética no Brasil e no mundo, vai se reunir, em Xangai, China, no dia 9 de junho, com dezenas de empresários chineses e brasileiros para apresentar tendências de investimentos nas áreas de energias renováveis, data centers, sistemas de armazenamento energético e hidrogênio verde no Brasil.
 
A fundadora da CELA lidera a missão empresarial na China no encontro organizado pela Associação da Indústria Fotovoltaica da China (China Photovoltaic Industry Association – CPIA) e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), em parceria com a ApexBrasil, o Governo Federal do Brasil e o Governo da China.
 
Um dos grandes potenciais brasileiros para abrir novas rotas de investimentos são os projetos de geração renovável (solar e eólica) combinadas com sistemas de armazenamento para atender infraestruturas críticas como data centers e inteligência artificial, por exemplo. “A disputa comercial do governo norte-americano com a China, com o chamado tarifaço do Trump, que impacta diretamente a transição energética e os compromissos climáticos, também deverá repercutir em novos investimentos ao Brasil”, comenta Camila Ramos.
 
“As medidas tarifárias dos EUA criam maior pressão inflacionária para o mercado de energias renováveis naquele país, o que poderia redirecionar as rotas desses investimentos ao Brasil, sobretudo para energia solar, baterias, mobilidade elétrica e hidrogênio verde. Esse cenário amplia a possibilidade de atração de empresas e investidores estrangeiros interessados em diversificar para fora dos EUA. Outro potencial reflexo positivo seria a disponibilidade maior de equipamentos e produtos ao mercado brasileiro, que antes seriam destinados aos EUA e agora se tornaram menos competitivos naquele país, devido às tarifas aumentadas”, acrescenta.
 
O evento em Xangai, intitulado “The Third China-Brazil PV Industry Development and Cooperation Mechanism Conference”, acontece de forma anual, com duas edições já realizadas, uma na China (2023) e outra, no Brasil (2024). Neste ano, participam, pelo lado chinês, representantes do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, do Distrito Comercial Internacional de Xangai e da própria CPIA, além de fabricantes chineses com operação no Brasil, como JA Solar, Longi e Goodwe. Na comitiva brasileira, estarão presentes membros da ABSOLAR, da ApexBrasil, do consulado brasileiro em Xangai e da Solar Group, fabricante nacional de estruturas para usinas solares, além da própria consultoria CELA.
 
Com 12 anos de atuação no Brasil, a CELA presta consultoria estratégica, modelagem financeira e assessoria financeira para empreendimentos de geração de renovável, armazenamento de energia e hidrogênio verde, e acumula mais de R$ 50 bilhões em projetos de energia limpa viabilizados com sua assessoria no País. Ao todo, foram mais de 10 gigawatts em projetos viabilizados na última década, incluindo captação de recursos, fusão e aquisição (M&A) e project finance, além dos contratos de longo prazo (PPAs), dos planos de negócios e de investimentos. 
 
Além de CEO e fundadora da CELA, Camila Ramos, é considerada uma das mulheres pioneiras no mundo no setor de energia, segundo o relatório global “Trailblazing Women 2024 – Energy”, da Reuters Events. A executiva é também conselheira e vice-presidente de Investimentos e Hidrogênio Verde da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), membro do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e integrante do conselho da Brazilian Rare Earths Limited, uma empresa de mineração no segmento de terras raras, listada na bolsa da Austrália.

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