A África do Sul pediu aos países do G20 que tenham liderança global e cooperativa para enfrentar os desafios, incluindo o aumento das barreiras comerciais, no momento em que os chefes de finanças do grupo se reúnem sob a sombra das ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O G20, que surgiu como um fórum de cooperação para combater a crise financeira global de 2008, tem sido prejudicado por disputas entre os principais participantes, exacerbadas pela guerra da Rússia na Ucrânia e pelas sanções ocidentais contra Moscou.
Sob o lema de sua presidência Solidariedade, Igualdade e Sustentabilidade, a África do Sul tem como objetivo promover uma agenda africana, com tópicos como o alto custo do capital e o financiamento para ações contra as mudanças climáticas. No discurso de abertura, o ministro das Finanças da África do Sul, Enoch Godongwana, destacou a necessidade de liderança global estratégica, cooperação e ação diante de desafios complexos, mencionando que muitos países em desenvolvimento, especialmente na África, estão sobrecarregados por dívidas altas, espaço fiscal restrito e alto custo de capital.
Há dúvidas sobre a capacidade dos ministros das Finanças e dos presidentes de bancos centrais reunidos em Durban de lidar com essas questões em conjunto. O G20 tem como objetivo coordenar políticas, mas seus acordos não são vinculativos. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, não participará da reunião, sendo representado por Michael Kaplan. A ausência de Bessent, assim como de outros ministros das Finanças da Índia, França e Rússia, levanta questões sobre a eficácia das discussões. O presidente do Banco Central da África do Sul, Lesetja Kganyago, enfatizou que a representação é o que mais importa.