quinta-feira , 22 outubro 2026
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PF deflagra operação contra fraudes no INSS

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A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (17) uma operação para investigar fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Operação Fraus visa desmantelar uma organização criminosa que supostamente burlava o sistema de segurança do INSS para desviar recursos públicos destinados a auxílios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS). Entre os investigados estão servidores do INSS, correspondentes bancários e outros profissionais com conhecimentos técnicos para fraudar os benefícios. A PF estima que o esquema operava há mais de dez anos, causando um prejuízo de mais de R$ 30 milhões aos cofres públicos.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira, expedidos pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, em cinco cidades: Rio de Janeiro (3 mandados), Armação de Búzios (2), Cabo Frio, São Gonçalo e Casimiro de Abreu. Durante as buscas, foram apreendidos cerca de R$ 74 mil em dinheiro, três veículos, armas de fogo e munições, joias, celulares, computadores, notebooks, mídias de armazenamento, documentos e outros elementos que podem auxiliar na investigação.

Segundo o delegado Adriano Espindula Soares, chefe da delegacia da PF em Macaé, a organização criminosa é bem estruturada e contava com a participação de agentes públicos que tinham acesso a plataformas restritas do INSS, como o aplicativo Meu INSS, para obter dados de beneficiários e fraudar o sistema. A liderança do grupo era exercida por um indivíduo conhecido como “Professor” ou “Rei do Benefício”, responsável por ensinar os membros a praticar as fraudes. Em seis meses de apuração, o prejuízo já supera R$ 1,6 milhão, com a possibilidade de chegar a mais de R$ 30 milhões.

A PF já identificou os principais integrantes do esquema e obteve acesso a conversas e documentos que comprovam que o grupo deu entrada em ao menos 415 requerimentos fraudulentos para obter o BPC/LOAS. O volume de pedidos era tão grande que, em alguns casos, o grupo não conseguia abrir a tempo as contas bancárias para o recebimento do benefício, resultando na suspensão do pagamento. Segundo Soares, isso comprometeu os recursos destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade e sobrecarregou o sistema do INSS.

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