quinta-feira , 22 outubro 2026
Segurança e Justiça

Tragédia no Rio revela impunidade do tráfico e falhas na segurança pública

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O corpo de Sther Barroso dos Santos, jovem de 19 anos espancada até a morte após se recusar a sair com um traficante, foi velado nesta quarta-feira (20) no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A mãe da vítima, emocionada, clamou por justiça ao chegar ao local, afirmando que Sther era linda e que “tiraram ela de mim”. A família relata que o crime ocorreu em um baile funk em Senador Camará, e o suspeito é Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, chefe do tráfico no Muquiço, em Guadalupe, área controlada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP). Antes de se mudar para a Vila Aliança, Sther e sua família moravam no Muquiço.

A irmã de Sther, Stefany, compartilhou nas redes sociais um vídeo da jovem dançando no baile poucas horas antes do assassinato, lamentando a covardia do agressor e o impacto na família. Ela descreveu o corpo da irmã como “desfigurado” e entregue na porta da casa da mãe, expressando impotência por não ter podido salvá-la. A Delegacia de Homicídios da Capital investiga o caso, que destaca a vulnerabilidade de mulheres em áreas dominadas pelo crime organizado, onde a recusa a avanços de criminosos pode resultar em violência fatal.

Amigos e parentes lembraram os sonhos de Sther, anotados em um caderno, como terminar a escola, fazer cursos, adotar um cachorrinho e focar na academia, prevendo que seria “o melhor ano da minha vida”. Uma amiga próxima lamentou que esses planos foram “arrancados dela de maneira cruel”. De acordo com o Instituto de Segurança Pública, 49 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado do Rio apenas no primeiro semestre deste ano, expondo a urgência de políticas públicas mais eficazes para combater o tráfico e a violência de gênero.

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