quinta-feira , 23 abril 2026
Política

Senado aprova lei para proteger crianças e adolescentes contra adultização na internet

107

O Senado aprovou, nesta quarta-feira, o Projeto de Lei (PL) da Adultização, que estabelece novas regras para salvaguardar crianças e adolescentes no ambiente digital. A tramitação no Congresso foi rápida, durando quase dois meses, impulsionada pela denúncia do youtuber Felipe Bressanin Pereira, conhecido como Felca, em 1º de agosto, sobre a exposição precoce de menores nas redes sociais. O caso destacou contas como a do influenciador Hytalo Santos, preso junto com o marido, Israel Nata Vicente, por acusações de exploração de menores em vídeos. O texto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-ES), apelidado de ECA Digital, amplia o Estatuto da Criança e do Adolescente para o universo virtual e segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Três senadores – Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE) e Luís Carlos Heinze (PP-RS) – registraram voto contrário, alegando que o projeto abre brechas para regulação das redes.

A lei impõe às plataformas digitais o “dever de cuidado” com usuários menores, com responsabilidades para mitigar riscos como pedofilia, exploração sexual e uso excessivo da internet. Entre as medidas, as contas de crianças devem ser vinculadas a perfis de responsáveis, que poderão monitorar atividades, limitar tempo de uso e bloquear conteúdos impróprios. As redes sociais precisam adotar o nível máximo de proteção de dados como padrão, proibindo coleta excessiva de informações pessoais, e serviços com conteúdo adulto devem verificar idade de forma confiável. A publicidade dirigida a menores fica vedada se baseada em perfis comportamentais ou análises emocionais, e plataformas não poderão criar perfis comerciais para esse público.

Uma alteração significativa feita pelo Senado foi a proibição de “caixas de saque” (loot boxes) em jogos online, consideradas semelhantes a jogos de azar por ativarem mecanismos de recompensa cerebral, sem limites seguros para menores, conforme destacou o senador Flávio Arns (PSB-PR). Empresas com mais de 1 milhão de usuários menores devem publicar relatórios semestrais sobre denúncias e medidas de proteção, com punições variando de advertências a multas de até R$ 50 milhões por infração, ou suspensão de atividades. O projeto também obriga fabricantes de dispositivos eletrônicos a incluir alertas sobre riscos digitais nas embalagens, e exige remoção imediata de conteúdos de exploração sexual, com comunicação às autoridades.

Artigos relacionados

Palácio do Buriti em Brasília, representando decisão governamental sobre salários de professores temporários no DF.
Distrito FederalEducaçãoPolítica

Governadora do DF suspende portaria que alteraria salários de professores temporários

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou na terça-feira, 21 de...

Vista do bairro Park Way em Brasília, com casas e áreas verdes, representando debate sobre mudanças na LUOS.
Distrito FederalMeio Ambiente e EcologiaPolítica

GDF convoca audiência pública para debater mudanças na Luos no Park Way

O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Estado...

Mesa com decreto de autonomia para licitações em tecnologia no governo do DF, com equipamentos tecnológicos e bandeiras oficiais.
Distrito FederalPolíticaTecnologia e Inovação

Governadora Celina Leão assina decreto que dá autonomia à SGDI para licitações em tecnologia

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, assinou na última sexta-feira, 17...

1 de 1 Celia Leão - Foto: Matheus Borges / Agência Brasília
Distrito FederalPolíticaSegurança e Justiça

Celina Leão anuncia projeto de lei para internação compulsória humanizada de usuários de drogas no DF

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou na terça-feira, 2 de...