segunda-feira , 12 outubro 2026
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Professores do DF paralisam por pagamento integral da jornada de trabalho

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Escola pública em Brasília com portões fechados e faixas de greve, representando paralisação de professores no DF.
Escola pública em Brasília com portões fechados e faixas de greve, representando paralisação de professores no DF.

Professores da rede pública do Distrito Federal realizaram uma paralisação na quinta-feira, 23 de abril de 2026, para reivindicar o pagamento integral da jornada de trabalho conforme o piso da categoria. A mobilização, organizada pelo Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), focou especialmente nos contratos temporários, que representam 60% dos profissionais em regência de classe. O ato ocorreu na Praça do Buriti, em Brasília, a partir das 9h, e resultou na suspensão de aulas em algumas escolas, com orientação para que as famílias verifiquem a situação em suas unidades.

Detalhes da mobilização

A paralisação foi convocada em caráter de urgência pelo Sinpro-DF, com adesão de professores da rede pública do DF. O Governo do Distrito Federal e a Secretaria de Educação foram alvos das críticas, pois a ação visava pressionar por mudanças imediatas na contabilização de horas trabalhadas. Professores temporários, os mais afetados, relataram reduções salariais e precarização de condições laborais.

A mobilização incluiu um ato público na Praça do Buriti, onde os participantes expressaram insatisfação com as políticas recentes. Embora nem todas as escolas tenham aderido integralmente, a suspensão de aulas em unidades participantes impactou o dia letivo, destacando a urgência das demandas.

Motivos da reivindicação

A principal crítica recai sobre a plataforma Educa-DF, implementada sem adaptações adequadas, o que alterou a forma de contabilizar atividades docentes. Isso resultou em reduções nas horas de coordenação pedagógica e nos salários, especialmente para contratos temporários. Os professores argumentam que a falta de diálogo com a Secretaria de Educação agravou o problema, levando à paralisação como forma de protesto.

“Não houve e não há diálogo da Secretaria de Educação com quem usa o EducaDF no dia a dia das escolas. Se houvesse, a Secretaria pararia de alegar apenas que o sistema ‘veio de São Paulo e é muito bom’, e entenderia que a mudança na geração da folha de pagamento das pessoas em Contrato Temporário é resultado dessa má-gestão”.

Márcia Gilda, diretora do Sinpro

A implementação da plataforma, originária de São Paulo, foi apontada como inadequada para o contexto local, sem consideração pelas particularidades da rede pública do DF. Essa situação tem gerado debates sobre a gestão educacional e os direitos dos profissionais temporários, que compõem a maioria em sala de aula.

Impactos e perspectivas

A paralisação de 23 de abril de 2026 destacou as tensões entre o Sinpro-DF e o Governo do Distrito Federal, podendo influenciar negociações futuras. Famílias foram aconselhadas a contatar as escolas para confirmar o funcionamento, minimizando transtornos. Enquanto isso, a Secretaria de Educação ainda não se pronunciou oficialmente sobre as reivindicações, mas o ato reforça a necessidade de diálogo para resolver questões como o pagamento do piso salarial e a estabilidade para contratos temporários.

Essa mobilização reflete preocupações mais amplas com a precarização no setor educacional, e analistas preveem que novas ações possam ocorrer se não houver avanços. O foco permanece em garantir condições justas para os professores da rede pública do DF, essenciais para a qualidade do ensino na capital.

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