domingo , 7 junho 2026
Política

Famílias de reféns em Gaza intensificam protestos contra planos de ocupação israelense

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As famílias dos reféns mantidos em cativeiro na Faixa de Gaza organizaram manifestações em diversos pontos de Israel nesta sexta-feira (5), marcando os 700 dias do início da ofensiva militar israelense contra o enclave palestino. O Fórum das Famílias dos Reféns lidera os protestos, homenageando os 48 reféns ainda detidos e criticando os planos do governo de ocupar o Norte de Gaza por meio de uma ofensiva de grande escala. Em comunicado, as famílias alertaram que seus entes queridos correm risco de morte nas ruínas de Gaza e pediram o retorno a canais diplomáticos para encerrar a guerra, destacando contatos existentes sobre a libertação dos reféns e o fim do conflito.

Em Tel Aviv, na Praça dos Reféns, ativistas exibiram uma placa com a palavra “SOS” e uma ampulheta para simbolizar que o tempo está se esgotando. Em Kiryat Gat, no Sul de Israel, Silvia Cunio, mãe de Ariel e David, ainda reféns do Hamas, criticou a “política patética” do governo e exigiu o fim da guerra. Arbel Yehud, uma refém libertada, compartilhou sua experiência, afirmando que cada minuto em cativeiro é uma eternidade e que a situação coloca em risco a vida dos detidos. Protestos adicionais são esperados, incluindo perto da residência do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.

Nesta quinta-feira, o Hamas divulgou um vídeo de mais de três minutos mostrando os reféns Guy Gilboa-Dalal e Evyatar Daviv, que pedem a Netanyahu para evitar a ofensiva na Cidade de Gaza. A gravação, supostamente de 28 de agosto de 2025, não teve autenticidade verificada pela France Presse. De acordo com o Haaretz, o Exército israelense alertou as famílias sobre um aumento no “terrorismo psicológico” do Hamas durante a campanha militar. A ofensiva começou em 7 de outubro de 2023, após ataques do Hamas que mataram 1,2 mil pessoas e capturaram 251 reféns, resultando em mais de 64 mil mortes palestinas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Acusações de genocídio foram apresentadas ao Tribunal Internacional de Justiça por países como a África do Sul.

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