O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, reuniu-se com o primeiro vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Park Yoon-joo, para expressar pesar pela recente operação de imigração que resultou na detenção de mais de 300 trabalhadores sul-coreanos. Durante o encontro, Landau destacou a intenção de transformar o episódio em um ponto de virada para fortalecer as relações bilaterais entre os dois países. Ele também mencionou a decisão do presidente Donald Trump de garantir que os trabalhadores não enfrentem desvantagens ao retornarem aos EUA, em meio a tensões crescentes sobre imigração e acordos comerciais.
Mais de 300 sul-coreanos detidos na operação chegaram ao Aeroporto Internacional de Incheon, na Coreia do Sul, após serem presos em uma fábrica da Hyundai na Geórgia. A ação, que envolveu 475 imigrantes de diversas nacionalidades, foi parte da campanha anti-imigração do governo Trump. O presidente ofereceu aos detidos a opção de permanecer nos EUA para treinar trabalhadores americanos, mas apenas um aceitou a proposta, o que causou um atraso de um dia no voo de repatriação.
O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, afirmou que os procedimentos de partida foram interrompidos enquanto as autoridades respondiam à sugestão de Trump. O chanceler Cho HJyun recomendou que os trabalhadores retornassem para casa para se recuperar, com a possibilidade de voltar aos EUA posteriormente. O incidente ocorre em um contexto de divergências sobre um acordo comercial envolvendo US$ 350 bilhões em investimentos sul-coreanos, o que pode complicar as relações entre Washington e Seul.
Imagens divulgadas pelo governo Trump mostraram a operação do ICE, com trabalhadores algemados e removidos da fábrica, destacando a intensidade da ação. Embora o governo afirme que todos trabalhavam ilegalmente, o episódio ressalta as políticas imigratórias rigorosas de Trump desde o início de seu mandato.