quinta-feira , 23 abril 2026
Política

STF inicia julgamento de militares acusados de tramar contra a democracia

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta sexta-feira (13) o julgamento do núcleo 4 da trama golpista, envolvendo sete réus denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Eles são acusados de disseminar desinformação para questionar a confiabilidade do sistema eletrônico de votação em 2022, além de atacar instituições e autoridades, incluindo figuras do meio militar. Entre os réus está o ex-major do Exército Ailton Moraes Barros, apontado como participante de ataques virtuais contra militares que se recusaram a aderir ao plano golpista.

Nas investigações da Polícia Federal (PF), foram revelados diálogos entre Ailton Barros e o general Braga Netto, ex-vice na chapa de Jair Bolsonaro e condenado no núcleo 1. Nessas conversas, Braga Netto orientou Ailton a “infernizar a vida” de oficiais de alta patente que não apoiaram a trama, incluindo pressões ao então comandante do Exército, general Freire Gomes. Em uma mensagem de dezembro de 2022, Braga Netto culpou Freire Gomes pela “omissão e indecisão”, ao que Ailton respondeu propondo “oferecer a cabeça dele aos leões”. No depoimento ao STF em julho, Ailton negou ter levado os pedidos a sério, classificando-os como “desabafo de perdedor de campanha” e afirmando não saber de uma tentativa de golpe.

Os demais réus incluem Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal; Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército; Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército; Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal; e o coronel Reginaldo Abreu. Todos respondem por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e participação em organização criminosa armada.

O julgamento prosseguirá nos dias 15, 21 e 22 de outubro, com resumo do relator Alexandre de Moraes, manifestação da PGR e defesas dos réus. Moraes votará primeiro, seguido dos demais ministros, com debate de penas em caso de condenação. No núcleo 1, todos os oito réus, incluindo Bolsonaro, foram condenados; o núcleo 3 inicia em novembro.

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