quinta-feira , 23 abril 2026
Meio Ambiente e Ecologia

MPF recomenda ofensiva permanente contra garimpo ilegal no Amazonas

85

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu uma recomendação para que órgãos federais e estaduais implementem ações coordenadas e permanentes no combate ao garimpo ilegal no Amazonas, com ênfase nas calhas dos rios Madeira, Japurá, Javari, Purus, Jutaí e Negro. Assinada pelo procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha, a medida critica as operações pontuais e desarticuladas que não impedem a retomada das atividades ilícitas, atribuindo ineficácia à falta de planejamento conjunto, limitações logísticas e orçamentárias. O documento, publicado no Diário do MPF, defende a manutenção de presença institucional contínua em áreas críticas da floresta para integrar estratégias de fiscalização e enfrentar as redes criminosas.

Entre as sugestões do MPF estão a instalação de bases fixas de fiscalização em pontos estratégicos, o reforço de efetivos e recursos logísticos, a criação de centros integrados de inteligência, além de fiscalização fluvial e aérea contínua. A recomendação é direcionada a instituições como Ibama, ICMBio, Polícia Federal, Forças Armadas, Funai, Sema, Ipaam, Polícia Militar Ambiental e Corpo de Bombeiros, propondo um modelo integrado de governança ambiental e segurança pública. O procurador enfatiza a necessidade de superar o modelo de “operações de impacto”, que geram custos elevados e resultados temporários, e sugere a criação de uma sala de situação com representantes de cada órgão para reuniões bimestrais de planejamento, com apoio de entidades como o Censipam e a Abin.

O MPF alerta para os impactos do garimpo ilegal, incluindo assoreamento de rios, contaminação por mercúrio, desmatamento e conflitos em terras indígenas e comunidades tradicionais, como a Terra Indígena Vale do Javari, a Resex do Médio Juruá e a Reserva Extrativista do Rio Unini. O órgão destaca a ameaça à integridade física e cultural de povos indígenas e ribeirinhos, reforçando a importância de alternativas econômicas sustentáveis para populações dependentes da atividade. Os órgãos têm 30 dias para informar se acatam a recomendação e apresentar providências, com relatórios mensais por 12 meses; o descumprimento pode resultar em ação civil pública. Recentemente, uma operação da Polícia Federal destruiu 98 dragas na região sul do estado.

Artigos relacionados

Reservatório de água no DF atingindo capacidade máxima, evitando racionamento, com barragem e paisagem do cerrado.
Distrito FederalMeio Ambiente e Ecologia

Reservatórios do DF atingem capacidade máxima e evitam racionamento de água

No dia 20 de abril de 2026, os principais reservatórios do Distrito...

Vista do bairro Park Way em Brasília, com casas e áreas verdes, representando debate sobre mudanças na LUOS.
Distrito FederalMeio Ambiente e EcologiaPolítica

GDF convoca audiência pública para debater mudanças na Luos no Park Way

O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Estado...

Mercado da Ceasa-DF com pilhas de frutas e vegetais frescos, simbolizando doação de 96 mil kg de alimentos beneficiando 60 mil pessoas.
AgroDistrito FederalMeio Ambiente e Ecologia

Ceasa-DF doa 96 mil kg de alimentos e beneficia 60 mil pessoas nos primeiros meses de 2026

No Distrito Federal, o Programa Desperdício Zero da Ceasa-DF tem se destacado...

Paisagem da Serrinha do Paranoá no DF, com vegetação do Cerrado e vista do lago, representando transformação em parque ambiental.
Distrito FederalMeio Ambiente e EcologiaPolítica

Celina Leão anuncia transformação da Serrinha do Paranoá em parque ambiental no DF

Governadora Celina Leão anuncia a transformação da Serrinha do Paranoá em Parque...