quinta-feira , 22 outubro 2026
Segurança e Justiça

Defesa de creche fechada acusa promotor de violações e compara caso ao Escola Base

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A defesa da creche Casa da Nanny, fechada por suspeitas de maus-tratos, emitiu uma nota criticando duramente o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) pela investigação de uma suposta escola clandestina mantida pelos donos, a Escola Colibri Kids, na Asa Sul. Assinada pelos advogados Juliana Porcaro e Valter Xavier, a nota alega que o MPDFT, por meio do promotor Leonardo Jubé, propagou informações “criminosas e enganosas”, afirmando erroneamente que a creche foi reaberta de forma irregular. Segundo os advogados, a Escola Colibri Kids funciona desde 2022 e não é alvo de qualquer investigação, e as declarações do promotor distorcem fatos, vazam informações sigilosas e carecem de provas.

Os defensores listam o que chamam de “evidências concretas” de abusos cometidos pelo promotor, incluindo a citação de inquérito sigiloso em entrevistas, a exposição dos nomes dos investigados, acusações infundadas contra a Escola Colibri Kids e alegações de reabertura clandestina da Casa da Nanny, que nunca ocorreu. Eles também contestam afirmações sobre laudos de contaminação sem apreensão de objetos para perícia e a menção a um processo criminal sob sigilo que, segundo a defesa, nem existe. A nota anuncia que providências legais serão tomadas contra Jubé por violação de sigilo profissional e compara o episódio ao “erro histórico” do caso Escola Base, onde acusações infundadas destruíram vidas por meio de julgamento midiático.

De acordo com a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), a creche no Sudoeste operava sem autorização da Secretaria de Educação, com problemas de higiene, riscos sanitários e estrutura inadequada. Os donos foram denunciados por crimes contra as relações de consumo, submissão de crianças a constrangimento e associação criminosa, motivados por interesses econômicos e omitindo irregularidades dos pais. A defesa reitera confiança no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e no MPDFT, apesar das ações isoladas do promotor, que teria tentado intimidar Juliana Porcaro por suas declarações. O MPDFT foi procurado, mas não emitiu resposta até o momento.

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