O Japão registrou as primeiras ondas de tsunami provocadas por um forte terremoto de magnitude 8,7 que atingiu o leste da Rússia. Na manhã desta quarta-feira (30/7), horário local, ondas de cerca de 30 centímetros foram observadas no norte do país, especificamente na ilha de Hokkaido. A emissora NHK alertou que ondas subsequentes poderiam ser muito maiores, enquanto a agência meteorológica japonesa previu elevações de até três metros ao longo da costa norte e leste, estendendo-se até Wakayama, ao sul de Osaka.
Em resposta ao alerta, funcionários da usina nuclear de Fukushima, no nordeste do Japão, foram evacuados preventivamente. Uma porta-voz da TEPCO, empresa operadora da planta desativada após o desastre de 2011, confirmou à AFP que todos os trabalhadores foram retirados e que nenhuma anomalia foi detectada até o momento. O terremoto, ocorrido às 20h25 de terça-feira (horário de Brasília), teve epicentro a 136 km a leste de Petropavlovsk-Kamchatskiy, na península russa de Kamchatka, a uma profundidade de 19 km, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Na Rússia, várias pessoas ficaram feridas em Kamchatka, e o governador regional, Vladimir Solodov, instruiu a população a evitar a costa. Pelo menos seis réplicas foram registradas, incluindo uma de magnitude 6,9 e outra de 6,3, gerando alertas de tsunami para todos os países banhados pelo Oceano Pacífico.