sexta-feira , 6 março 2026
Política

Tarifas de Trump contra o Brasil: retaliação política ou defesa econômica?

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Entraram em vigor nesta quarta-feira (6) as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. A medida, assinada na semana passada pelo presidente Donald Trump, afeta 35,9% das mercadorias enviadas ao mercado norte-americano, representando 4% das exportações totais do Brasil. Cerca de 700 produtos ficaram isentos, mas itens como café, frutas e carnes agora pagam a sobretaxa. Produtos excluídos incluem suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes, aeronaves civis e seus componentes, polpa de madeira, celulose, metais preciosos e energia.

A imposição faz parte da política de Trump para elevar tarifas contra parceiros comerciais, visando reverter a perda de competitividade da economia americana para a China. Iniciada em 2 de abril com uma taxa de 10% ao Brasil, devido ao superávit comercial dos EUA com o país, a tarifa foi elevada para 50% em julho, em retaliação a decisões que, segundo Trump, prejudicam as big techs americanas e ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe após as eleições de 2022. Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam a medida como chantagem política contra o Brics, visto por Washington como ameaça à hegemonia dos EUA, especialmente pela proposta de substituir o dólar em transações comerciais.

Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em pronunciamento no domingo (3) que o Brasil não busca desafiar os Estados Unidos, mas não aceita ser tratado como uma “republiqueta” e não abrirá mão de moedas alternativas ao dólar. O governo brasileiro prepara um plano de contingência com linhas de crédito e contratos para mitigar perdas das empresas afetadas. Negociações foram iniciadas entre a Secretaria de Tesouro dos EUA e o Ministério da Fazenda, com Trump disposto a dialogar diretamente com Lula. O ministro Fernando Haddad destacou que terras raras e minerais críticos podem ser negociados, essenciais para a indústria de tecnologia, e o setor cafeeiro vislumbra exclusão da tarifa. No mesmo dia da assinatura, a China habilitou 183 empresas brasileiras para exportar café ao país asiático.

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