Em entrevista recente, o ministro responsável pela Previdência destacou a preferência dos aposentados por contatos pessoais em processos relacionados a benefícios, buscando maior segurança. Ele mencionou discussões no ministério sobre um modelo ideal para lidar com descontos em folha autorizados por associações, mas negados pelos segurados, enfatizando a necessidade de resolver esses casos para evitar injustiças. Além disso, o ministro expressou otimismo quanto à CPMI do INSS, prevendo um trabalho colaborativo apesar do ambiente hostil em comissões parlamentares, similar ao enfrentado por ministros como Marina Silva e Fernando Haddad.
O ministro avaliou negativamente o ex-ministro Carlos Lupi e o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, afastados após escândalos, questionando se essas pessoas já foram identificadas e presas. Ele apontou problemas estruturais no sistema previdenciário, como o crescente número de aposentados recebendo benefícios por períodos mais longos que suas contribuições, o que torna a conta insustentável. Sobre a relação entre aposentados e associações, sugeriu mudanças para permitir que os beneficiários decidam e paguem diretamente, sem descontos automáticos, e defendeu a valorização da Previdência como essencial.
Quanto a desafios operacionais, o ministro citou problemas em call centers, na prova de vida e no aplicativo Meu INSS, além da fila de espera no INSS, que planeja reduzir com a chegada de novos peritos e ações específicas com servidores. Ele também comentou a percepção brasileira sobre a Previdência, marcada por desconfiança, e tocou em turbulências políticas, incluindo a crise com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que poderia influenciar negociações, mas expressou esperança em um tarifaço que uniu o Brasil para retomar diálogos.