A Espanha continua a combater 14 incêndios florestais classificados como preocupantes, que mantêm mais de 700 pessoas desalojadas e cerca de mil confinadas em suas residências. Segundo a diretora-geral da Proteção Civil espanhola, Virginia Barcones, esses focos estão concentrados em Castela e Leão (10), Astúrias (três) e Galiza (um), com a situação mais complicada em Castela e Leão, onde 12 povoações foram evacuadas, afetando 711 indivíduos, e 29 localidades têm 1.060 moradores confinados. Barcones destacou que, apesar de um progresso lento mas favorável na maioria dos casos, as condições meteorológicas recentes não ajudaram na extinção, embora uma melhoria esteja prevista a partir desta terça-feira (26). As autoridades permanecem alertas para possíveis reativações e novos incêndios, em meio a um risco extremo que persiste durante a semana.
Os incêndios deste ano já queimaram cerca de 400 mil hectares, um recorde anual segundo dados provisórios do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS), com quatro mortes registradas e 34.770 pessoas temporariamente desalojadas em agosto. A onda de calor entre 3 e 18 de agosto, descrita pela Agência Meteorológica Nacional como a mais severa e a terceira mais longa já registrada, contribuiu para a propagação agressiva desses fogos. As forças policiais detiveram 46 suspeitos por crimes relacionados aos incêndios.
Para enfrentar a crise, a Espanha ativou o mecanismo europeu de proteção civil em 11 de agosto, recebendo o maior dispositivo de ajuda internacional desde 1975, com equipes de nove países da União Europeia, além de Andorra e Portugal via protocolos bilaterais. Atualmente, meios do Estado, incluindo a Unidade Militar de Emergências (UME), estão presentes nos 14 incêndios, com suporte aéreo e terrestre de nações como Países Baixos, República Checa, Eslováquia, Alemanha, Finlândia, França, Roménia e Grécia. A coordenação é gerida pelos governos regionais, que solicitam apoio central quando necessário.