O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), iniciou nesta terça-feira (2/8) o julgamento da chamada trama golpista, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados como réus. Em sua fala inicial, Moraes lamentou a tentativa de golpe de Estado após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022, destacando que o país só tem a lamentar esse episódio. Ele enfatizou que, diante de pressões políticas por anistia, a impunidade, a omissão e a covardia não são opções viáveis para a pacificação nacional.
Moraes reforçou que a reconciliação coletiva depende do respeito à Constituição Federal, da aplicação das leis e do fortalecimento das instituições democráticas. Segundo o relator, apesar da polarização persistente, a sociedade brasileira e suas instituições demonstraram força e resiliência ao resistir à ruptura da ordem democrática. Ele citou a Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa Bolsonaro de liderar um plano para romper com o resultado eleitoral.
O ministro garantiu que o processo será conduzido com base nas provas reunidas, afirmando que, se houver evidências acima de qualquer dúvida razoável, as ações penais serão julgadas procedentes e os réus condenados. Moraes finalizou destacando o papel do STF de julgar com imparcialidade, aplicando a Justiça a cada caso concreto e ignorando pressões internas ou externas.