segunda-feira , 7 setembro 2026
Política

Barroso rebate críticas e defende julgamento de Bolsonaro como prova de transparência democrática

118

Um dia após ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante manifestações no 7 de Setembro, o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que “processo penal é prova, não disputa política ou ideológica”. As declarações vieram em resposta às acusações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que chamou o ministro Alexandre de Moraes de “ditador” e “tirano”. Barroso, que estava em viagem à França e retorna a Brasília nesta terça-feira, evitou comentar o fato político imediato, mas destacou a importância de aguardar o julgamento para pronunciamentos oficiais. Ele comparou o atual processo à ditadura militar, lembrando que, no regime autoritário, não havia devido processo legal nem transparência, contrastando com o julgamento atual, que é público e acompanhado pela imprensa e sociedade.

Nesta terça-feira, a Primeira Turma do STF retoma a análise da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus, acusados de tentativa de golpe de Estado. O julgamento, iniciado na semana passada, será retomado com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que deve ocupar a manhã e a tarde. Em seguida, votará o ministro Flávio Dino, restando os votos de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. As sessões prosseguem até sexta-feira, e, em caso de condenações, os magistrados definirão as penas. A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que os réus, incluindo ex-ministros como Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Anderson Torres, além do deputado Alexandre Ramagem, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o tenente-coronel Mauro Cid, atuaram para desacreditar o sistema eleitoral, incitar ataques a instituições e articular medidas de exceção.

De acordo com a PGR, Bolsonaro tinha conhecimento e participação ativa em uma trama para se manter no poder após a derrota nas urnas e impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo planos de assassinato de autoridades e apoio aos atos de 8 de janeiro. Os réus enfrentam acusações de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, com exceção de Ramagem para crimes relacionados a 8 de janeiro. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o golpe não se consumou por falta de adesão de comandantes militares. Em caso de condenação, a prisão não será automática e ocorrerá apenas após recursos, com direito a prisão especial para militares e delegados da Polícia Federal envolvidos.

Artigos relacionados

Ministério Público Eleitoral pede multas diárias para perfis que mentem sobre Cristóvão Tormin
EleiçõesPolíticaSegurança e Justiça

Ministério Público Eleitoral pede multas diárias contra fake news de Cristóvão Tormin

O Ministério Público Eleitoral em Goiás emitiu parecer favorável à representação dos...

Ginásio esportivo reinaugurado em Samambaia, DF, após reforma de R$ 1,2 milhão, com fachada moderna e quadra visível.
Distrito FederalEsportesPolítica

Ginásio de Samambaia é reinaugurado após reforma de R$ 1,2 milhão no DF

Na última quinta-feira, 23 de abril de 2026, o Ginásio de Esportes...

Ginásio poliesportivo reformado em Samambaia, DF, com investimento de R$ 1,2 milhão.
Distrito FederalEsportesPolítica

Celina Leão reinaugura ginásio reformado em Samambaia com investimento de R$ 1,2 milhão

A governadora Celina Leão reinaugurou o Ginásio de Esportes de Samambaia, no...

Mesa com decreto e contratos no escritório governamental do DF, representando contenção de gastos e revisão de contratos pela governadora Celina Leão.
Distrito FederalEconomiaPolítica

Governadora Celina Leão assina decreto para conter gastos e revisar contratos no DF

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, assinou o Decreto nº 48.509/2026,...