A Virada Sustentável celebra 15 anos com uma programação gratuita e descentralizada em São Paulo, coincidindo com o ano da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, que ocorrerá em novembro em Belém. De 17 a 21 de setembro, o maior festival de sustentabilidade da América Latina ocupa diversos espaços da capital paulista, incluindo instalações artísticas, feiras, exposições, performances, oficinas, shows, cinema e debates. Realizada em parceria com a Organização das Nações Unidas no Brasil, a edição marca 55 eventos realizados em várias cidades do país, com foco em reflexões sobre consumo, resíduos e equilíbrio ambiental.
No Centro Cultural São Paulo, destaque para a exposição de Araquém Alcântara, pioneiro da fotografia de natureza, além de show de Mariana Aydar e sessão do filme “A Melhor Mãe do Mundo”, de Anna Muylaert. O Fórum Virada Sustentável promove palestras sobre cidades, ambiente, sociedade e economia, com participantes como Maria Beatriz Nogueira, chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados; Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul; e Kamila Camilo, ativista e fundadora do Instituto Oya e Creators Academy. Instalações artísticas de Lixomania, Oxil e SpParis abordam temas como fast fashion e arte urbana.
A pauta indígena ganha ênfase na Casa das Rosas, com feira de brechós, exposições e roda de conversa “Raízes da Resistência”, mediada por Chirley Pankará e com Txai Suruí, Jaci Martins e Day Moreira. No Masp, performances de artistas Fulni-ô reforçam o tema, enquanto na Aldeia Pindomirim, na Terra Indígena Jaraguá, exibe-se o projeto “Ruínas da Floresta”, de Rafael Vilela. Outras atrações incluem a escultura “Capivaras” de Eduardo Baum na ciclovia do Rio Pinheiros e um mural de Mundano homenageando catadores, feito com materiais do Pará. A programação se estende a CEUs, Sesc, UBSs e parques, e segue para o Rio de Janeiro em outubro.