A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) iniciou sua maior operação histórica para atuar como emissora anfitriã da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em Belém (PA) em novembro. Com mais de 300 profissionais, equipamentos tecnológicos avançados e estúdios dedicados, a EBC garantirá transmissão e cobertura nacional e internacional. O diretor-geral da EBC, Bráulio Ribeiro, destacou que essa iniciativa reafirma a expertise da empresa em eventos globais, como o G20 e os BRICS, permitindo que as discussões em Belém atinjam brasileiros e estrangeiros, marcando um avanço na comunicação pública e governamental.
O desafio inclui a geração e distribuição de mais de 42 sinais simultâneos, abrangendo duas plenárias principais, salas de coletivas de imprensa e eventos especiais. Serão utilizadas 26 câmeras em HDTV e cerca de 120 câmeras PTZ, com transmissões das plenárias em UHD 4K. Além disso, sinais de mais de 36 salas de eventos paralelos e reuniões oficiais serão processados em um Master Control Room (MCR) projetado pela EBC, garantindo qualidade e estabilidade. Um sistema de IPTV interno oferecerá mais de 330 pontos de exibição na Blue Zone, com 15 canais simultâneos acessíveis também via web na rede da COP30.
Na Blue Zone, estúdios de TV e rádio de 25m² e 16m², respectivamente, atenderão a imprensa credenciada. Já na Green Zone, uma estrutura de cerca de 100m² incluirá estúdios de TV e rádio, camarim, almoxarifado, sala de reuniões e sala de descanso, compartilhados pelos veículos da EBC. A operação conta com parcerias com a Secretaria Extraordinária da COP30 (Secop), a Secretaria de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual (Seaud), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e outras instituições governamentais.
A EBC já lançou iniciativas editoriais para a COP30, mobilizando veículos públicos para ampliar a cobertura. Neste mês, foi formalizado um acordo de cooperação com a Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa), expandindo a parceria entre a TV Cultura do Pará e a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), com foco em ações conjuntas para dar protagonismo às vozes amazônicas por meio de conteúdos produzidos por jornalistas da região.