domingo , 7 junho 2026
Política

Trump confirma autorização secreta à CIA para ações na Venezuela

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O governo do presidente Donald Trump autorizou secretamente ações clandestinas da Agência Central de Inteligência (CIA) dentro da Venezuela, intensificando a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro. A informação, divulgada pelo jornal The New York Times e confirmada pelo próprio Trump, inclui a possibilidade de operações letais em território sul-americano. Durante uma interação com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, Trump admitiu considerar ataques terrestres contra cartéis venezuelanos, afirmando que o mar já está sob controle e que agora o foco se volta para a terra.

Trump justificou a autorização à CIA por dois motivos principais: a suposta liberação de prisioneiros venezuelanos nos Estados Unidos e o fluxo de drogas provenientes da Venezuela. “Temos um monte de drogas entrando da Venezuela. Muitas das drogas venezuelanas chegam pelo mar, mas vamos impedi-las por terra também”, declarou o presidente. Questionado sobre a remoção de Maduro, Trump reagiu com irritação, chamando a pergunta de ridícula, mas confirmou o aval à agência para operações em solo venezuelano.

Em resposta, o regime de Maduro não comentou diretamente a autorização, mas a vice-presidente Delcy Rodríguez enviou um recado implícito aos EUA em um discurso televisionado, afirmando que o povo venezuelano defenderá o país contra agressores. Maduro ordenou exercícios militares em retaliação a sobrevoos de bombardeiros B-52H dos EUA no Mar do Sul do Caribe e desqualificou as acusações de liderar o Cartel de Los Soles como pretexto para uma incursão.

Especialistas analisam o cenário como uma escalada na doutrina “America First”. O professor de ciência política Jose Vicente Carrasquero Aumaitre, da Universidad Simón Bolívar, em Caracas, destacou que os EUA veem Maduro como uma ameaça narcoterrorista, o que poderia justificar ações como infiltração e guerra psicológica para derrubar o regime. O general de brigada Guaicaipuro Lameda, exilado na Califórnia, interpretou as declarações de Trump como mecanismo de pressão para forçar a rendição do governo venezuelano.

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