A Polícia Federal, em conjunto com o Banco Central e o Coaf, deflagrou a Operação Compliance Zero, revelando uma grande fraude contra o sistema financeiro. Durante depoimento na CPI do Crime Organizado no Senado, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, destacou a integração entre as instituições e a importância da ação, iniciada nas primeiras horas da manhã. Ele relatou que, nas buscas iniciais, foram apreendidos R$ 1,6 milhão em espécie, além de carros de luxo, obras de arte e relógios de alto valor.
A operação gerou reações de parlamentares e autoridades de diferentes espectros políticos, com críticas direcionadas à gestão do Banco Regional de Brasília (BRB) e ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. A senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) considerou gravíssima a declaração do presidente do BRB, admitindo que operações foram realizadas sem análise interna, o que, segundo ela, lança luz sobre o gabinete de Ibaneis. O deputado Alberto Fraga (PL-DF) afirmou que já alertava sobre irregularidades na compra do Banco Master pelo BRB, expressando preocupação com possíveis perdas para o Instituto de Previdência do DF (Iprev) e ligando o caso a aquisições pessoais do governador.
Outros políticos, como os deputados Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Rogério Correia (PT-MG), e o presidente da ABDI, Ricardo Cappelli (PSB), também se manifestaram. Rollemberg chamou Ibaneis de padrinho da operação fraudulenta, enquanto Cappelli questionou quando o governador seria afastado. Correia conectou o caso à prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sugerindo ligações com figuras como Bolsonaro e Tarcísio, e criticando tentativas de enfraquecer a PF em meio a esquemas envolvendo consignados e lavagem de dinheiro.