O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou um discurso em horário nobre na Casa Branca nesta quarta-feira (17), apresentando um balanço do primeiro ano de seu segundo mandato. Com foco na economia e na imigração, Trump criticou a gestão anterior de Joe Biden, afirmando que herdou um “desastre” e que sua administração controlou a imigração ilegal, acabando com uma “invasão colossal” nas fronteiras. Ele acusou países estrangeiros de enviarem criminosos e drogas, e destacou o combate a cartéis internacionais, com uma redução de 94% no tráfico por rotas marítimas. Trump também mencionou o cessar-fogo na Faixa de Gaza, mas evitou referências ao conflito na Ucrânia e à Venezuela, apesar de enfatizar o combate ao tráfico de drogas.
No âmbito econômico, o presidente prometeu um crescimento “impressionante” para 2026, com salários crescendo acima da inflação e preços de alimentos em queda. Ele afirmou que a inflação está sob controle e que o governo pressiona farmacêuticas e seguradoras para reduzir custos de medicamentos. Trump anunciou um bônus de US$ 1.776 para militares, batizado de “Dividendo dos Guerreiros”, com depósitos previstos antes do Natal. O discurso, que durou cerca de 18 minutos, encerrou com o lema “America First” e a promessa de “fazer a América grande de novo”, em meio a um contexto de desgaste governamental.
Pesquisas recentes, como a da Reuters/Ipsos, indicam que 59% dos eleitores desaprovam o governo Trump, com insatisfação concentrada na economia. O pronunciamento ocorre em um momento de preocupação para o Partido Republicano, diante das eleições legislativas de 2026, que renovarão a Câmara e parte do Senado, com risco de perda de controle no Legislativo.