No último sábado, 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram um ataque militar à Venezuela, bombardeando território do país e capturando o presidente Nicolás Maduro. A ação, liderada pelo governo de Donald Trump, visava derrubar o regime considerado ditatorial, anunciando um governo temporário até uma transição. O evento gerou repercussões imediatas no Brasil, acirrando o debate político entre bolsonaristas e apoiadores do presidente Lula, com impactos na disputa eleitoral de outubro de 2026.
Reações da esquerda brasileira
O presidente Lula, do PT, condenou veementemente a intervenção dos EUA, defendendo a soberania venezuelana. Ele criticou os bombardeios como uma violação do direito internacional e um precedente perigoso para a estabilidade global. A esquerda brasileira, alinhada com Lula, viu o ato como um ataque a um país soberano, independentemente das críticas ao governo Maduro.
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.
Outros nomes da esquerda, como Jilmar Tatto e Paula Coradi, reforçaram a defesa da soberania e a liderança de Lula na região.
Posicionamentos da direita no Brasil
A oposição de direita, incluindo a família Bolsonaro e governadores como Tarcísio de Freitas, utilizou o evento para atacar Lula por sua proximidade com Maduro. Bolsonaristas ativaram retórica anticomunista nas redes sociais, ligando o episódio às eleições de 2026 e celebrando a queda do regime como uma vitória contra a esquerda na América Latina.
A Venezuela agora está vencendo a esquerda e que, no final do ano, o Brasil também vença.
Tudo isso só foi possível ao longo do tempo porque houve conivência, omissão e até apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de companheiro.
A América Latina se cansou da esquerda.
Não se trata de soberania. Trata-se de opressão, medo e assassinato de adversários políticos. Quem relativiza isso não está defendendo povos. Está defendendo ditaduras.
Implicações para as eleições de 2026
O ataque à Venezuela e a captura de Maduro intensificaram as divisões políticas no Brasil, com a direita explorando o tema para criticar supostas alianças de Lula com regimes autoritários. Enquanto isso, a esquerda enfatiza o multilateralismo e a não intervenção. Com as eleições presidenciais se aproximando em outubro de 2026, analistas preveem que o debate sobre relações internacionais e soberania nacional ganhe destaque nas campanhas, influenciando o eleitorado adulto e polarizando ainda mais o cenário político.