domingo , 7 junho 2026
BrasíliaPolítica

Relator do orçamento da Saúde para 2023 pede mais R$ 14,8 bilhões ao relator-geral

164

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) entregou o relatório setorial da área da Saúde para o Orçamento de 2023 (PLN 32/22) com um pedido de mais R$ 14,8 bilhões ao relator-geral, senador Marcelo Castro (MDB-PI). O recurso seria necessário para atender o piso constitucional mínimo da Saúde (R$ 149,9 bilhões) e para cobrir carências em várias ações como Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu), tratamento de câncer e programa Farmácia Popular.

Dos recursos extras disponíveis para o setor, decorrentes de um cancelamento linear de dotações feito pelo relator-geral, Moura destinou R$ 128,33 milhões para atender pedidos de bancadas estaduais e comissões.

Do total de 6.576 emendas à despesa apresentadas ao Orçamento, a área da Saúde recebeu 40,7%. As emendas individuais, todas obrigatórias, têm um impacto de R$ 6,18 bilhões. Já as emendas de bancadas estaduais impositivas somaram outros R$ 3,39 bilhões.

Com o atendimento de emendas, os recursos para atendimento do piso constitucional somam R$ 150,18 bilhões, dos quais R$ 140,26 bilhões estão alocados em programações finalísticas e R$ R$ 9,92 bilhões em reserva específica para atendimento de emendas a serem apresentadas pelo relator-geral. Portanto, as emendas de relator seriam necessárias para o cumprimento do piso.

Orçamento reduzido
O senador Confúcio Moura afirma que, sem considerar as despesas para o enfrentamento da Covid-19, o valor proposto para 2023, de R$ 162,9 bilhões, é 4% superior ao autorizado para o Ministério da Saúde para 2022. Mas os investimentos tiveram uma queda de 77%.

O programa destinado à atenção especializada à saúde, que representa 38% das despesas do Ministério para 2023, teve queda de 6%. Já o programa destinado à atenção primária, que é 18% do total, teve queda de 18%.

“Nota-se, também, uma redução significativa nas programações previstas no projeto para proteção, promoção e recuperação da saúde indígena, quando comparadas com 2022. A queda, nesse programa, foi da ordem de 57%”, afirmou o relator setorial.

Para verificação do cumprimento do piso constitucional, Confúcio Moura retirou despesas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do cálculo e considerou as dotações provenientes da exploração de petróleo e gás natural. (Fonte: Agência Câmara de Notícias)

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Ginásio esportivo reinaugurado em Samambaia, DF, após reforma de R$ 1,2 milhão, com fachada moderna e quadra visível.
Distrito FederalEsportesPolítica

Ginásio de Samambaia é reinaugurado após reforma de R$ 1,2 milhão no DF

Na última quinta-feira, 23 de abril de 2026, o Ginásio de Esportes...

Ginásio poliesportivo reformado em Samambaia, DF, com investimento de R$ 1,2 milhão.
Distrito FederalEsportesPolítica

Celina Leão reinaugura ginásio reformado em Samambaia com investimento de R$ 1,2 milhão

A governadora Celina Leão reinaugurou o Ginásio de Esportes de Samambaia, no...

Mesa com decreto e contratos no escritório governamental do DF, representando contenção de gastos e revisão de contratos pela governadora Celina Leão.
Distrito FederalEconomiaPolítica

Governadora Celina Leão assina decreto para conter gastos e revisar contratos no DF

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, assinou o Decreto nº 48.509/2026,...

Escola pública em Brasília com portões fechados e faixas de greve, representando paralisação de professores no DF.
Distrito FederalEducaçãoPolítica

Professores do DF paralisam por pagamento integral da jornada de trabalho

Professores da rede pública do Distrito Federal realizaram uma paralisação na quinta-feira,...