A polícia e agentes federais intensificam, nesta quinta-feira (11), a busca pelo atirador responsável pelo disparo que matou o ativista conservador Charlie Kirk durante uma apresentação na Utah Valley University, em Orem, Utah. Kirk, de 31 anos, era um influente comentarista e aliado de Donald Trump, conhecido por fundar o grupo Turning Point USA e por mobilizar jovens eleitores republicanos. O incidente ocorreu na quarta-feira (10), quando ele respondia perguntas sobre violência armada diante de cerca de 3 mil pessoas, e imagens capturadas mostram o momento em que o tiro acerta seu pescoço, causando sua queda imediata.
O governador de Utah, Spencer Cox, classificou o ato como um assassinato político, destacando que eventos como os de Kirk promovem o debate aberto, essencial para os direitos constitucionais dos Estados Unidos. Cox afirmou que tirar a vida de alguém por suas ideias ameaça os fundamentos da nação. O ativista foi declarado morto em um hospital local horas após o ataque, que provocou indignação bipartidária, com democratas e republicanos condenando a violência política.
Esse assassinato integra um período de violência política prolongado nos EUA, o mais intenso desde a década de 1970, com mais de 300 casos documentados pela Reuters desde o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. O próprio Trump sobreviveu a dois atentados em 2024, um em julho que o feriu na orelha e outro frustrado em setembro.
O suspeito, visto em câmeras de segurança vestido com roupas escuras e supostamente atirando de um telhado no campus, permanece foragido, segundo o comissário Beau Mason, do Departamento de Segurança Pública de Utah. A caçada continua sem pistas adicionais divulgadas até o momento.