quinta-feira , 23 abril 2026
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PGR defende eleições diretas para mandato tampão no Rio de Janeiro

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Urna eletrônica em seção eleitoral no Rio de Janeiro, representando eleições diretas para mandato tampão defendidas pela PGR.
Urna eletrônica em seção eleitoral no Rio de Janeiro, representando eleições diretas para mandato tampão defendidas pela PGR.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a realização de eleições diretas para o mandato tampão no governo do Rio de Janeiro, em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira, 05/04/2026. O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, responde a uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) proposta pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), que questiona a constitucionalidade do artigo 8º da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. A norma estadual prevê eleição indireta pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em caso de vacância nos dois últimos anos do mandato, o que, segundo a PGR, contraria princípios democráticos.

Contexto da ação no STF

A ADPF foi protocolada pelo PSB para contestar a regra estadual, argumentando que ela fere a soberania popular. O relator do caso no STF é o ministro Luiz Fux, e a manifestação da PGR surge em um momento de debate sobre sucessão governamental no Rio de Janeiro, envolvendo o governador Cláudio Castro. A PGR sugere a aplicação por analogia do artigo 81 da Constituição Federal, que estabelece eleições diretas em situações semelhantes no âmbito federal.

Essa posição reforça a necessidade de uniformidade no tratamento de vacâncias em entes subnacionais, evitando discrepâncias com o regime democrático nacional. O parecer destaca que eleições indiretas limitam a participação popular, especialmente em mandatos tampão.

Argumentos apresentados pela PGR

A PGR argumenta que a eleição indireta ofende o princípio da soberania popular e o regime democrático, devendo prevalecer a analogia com as regras federais. Paulo Gonet enfatiza que a Constituição Federal não permite tratamentos diferenciados para estados em matéria de sucessão governamental.

A eleição indireta para o cargo de governador, em caso de vacância nos dois últimos anos do mandato, ofende o princípio da soberania popular e o regime democrático.
A analogia com o regime federal é imperativa, uma vez que a Constituição Federal não autoriza tratamento diferenciado para os entes subnacionais em matéria de sucessão governamental.

Esses pontos visam garantir que o processo sucessório no Rio de Janeiro alinhe-se aos preceitos constitucionais, promovendo maior legitimidade democrática.

Implicações para o governo do RJ

A manifestação da PGR pode influenciar a decisão do STF, potencialmente alterando as regras de sucessão no estado. Caso acolhida, a medida asseguraria eleições diretas, fortalecendo a participação cidadã em cenários de vacância. O debate reflete tensões entre normas estaduais e federais, com impactos para a governança no Rio de Janeiro sob Cláudio Castro.

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