quinta-feira , 23 abril 2026
Agro

Boletim Prohort: hortaliças e frutas seguem com queda de preços no atacado, informa Conab

110

Por mais um mês seguido, a maior parte das hortaliças e frutas comercializadas nos principais mercados atacadistas do Brasil apresentou queda de preços. A média ponderada de preços decresceu até 47,69%, no caso da cenoura, e 43,96%, no caso do tomate, no último mês em relação ao registrado em junho. Os dados constam no 8º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta sexta-feira (16) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o Boletim, a queda de preço da cenoura é explicada pela maior quantidade da raiz nos atacados. Em termos nacionais, a oferta do produto para as Ceasas que fazem parte do Boletim cresceu 8,9% em julho e não está concentrada em Minas Gerais. Já o corte nos preços do tomate também está relacionado ao aumento da oferta 13% superior a junho, sendo o maior volume registrado entre os meses de 2024.

Ainda em relação às hortaliças, no caso da batata, a Conab verificou que a entrada da safra de inverno provocou uma reversão no movimento de alta apresentado nos últimos meses . A maior baixa de preço foi observada na Ceasa de Rio Branco (-35,57%), seguida da diminuição na Central em Fortaleza (-17,22%). Porém, como em abril, maio e junho a tendência foi de elevação, os preços continuaram em patamar elevado. Por exemplo, em julho de 2023 o preço médio da batata na Ceagesp (SP) estava R$3,46/kg e em julho deste ano registrou R$5,82/kg, incremento de 68%.  

Para a cebola, no último mês, a média ponderada diminuiu 11,14%, chegando a uma queda de 28,69% na Ceasa no Acre. As maiores quantidades do bulbo nos mercados em julho explicam o arrefecimento nos preços. A oferta nas Ceasas analisadas teve alta de quase 5% em relação à de junho. Esse aumento, junto com a pulverização da produção, explica a depreciação contínua de preços registrada. 

Para a alface, a alta significativa na Ceasa que abastece Fortaleza (28,56%) e as estabilidades de preço influenciaram a média ponderada do mês. Ela foi positiva em 1%, na comparação com a média de junho. Mas, em sete Ceasas, o preço caiu e em algumas de maneira significativa como é o caso da Ceasa Brasília (-28,28%) e da Ceasaminas (-23,74%).  

Entre as frutas, o movimento preponderante de preços, no mês de julho, da banana (-2,31%), maçã (-2,66%), mamão (-19,57%) e melancia (-3,27%) foi de baixa, em razão da uma maior oferta no mercado atacadista aliada à retração da demanda devido às férias escolares. No caso do mamão, a queda mais expressiva dos preços se deu em decorrência da colheita em novas plantações e ao tempo adequado para o desenvolvimento das frutas, em especial no norte capixaba e sul baiano. O volume ofertado fez com que os produtores fizessem o controle do envio da fruta, a fim de impedir uma depreciação maior dos preços. A maçã também apresentou redução de preços mesmo com a diminuição da oferta, que foi compensada pela menor demanda devido ao período de férias. 

Em movimento contrário ao registrado nas cotações médias das demais frutas, a laranja apresentou movimento de alta nos preços na média ponderada de 6,91%. A elevada demanda para moagem da fruta, em um contexto de baixos estoques de suco, provocou o incremento  das cotações na indústria, o que acabou refletindo no atacado e varejo.

Exportações – No acumulado no primeiro semestre de 2024, o volume total de frutas enviado ao exterior foi de 491,8 mil toneladas, queda de 7,62% em relação ao intervalo janeiro/julho de 2023, e o faturamento foi de U$S 628,89 milhões (FOB), superior 3,73% em relação aos sete primeiro meses de 2023 e de 21,4% em relação ao mesmo período de 2022. A queda ocorreu em decorrência da menor oferta nacional de algumas frutas importantes na pauta de exportação, como manga e uva. Entretanto, de acordo com a Abrafrutas, várias das principais frutas exportadas pelo Brasil terão o pico de embarques no segundo semestre (como manga, melão e melancia). Assim, espera-se que tanto o faturamento quanto o volume aumentem até o fim do ano.

Destaque – Nesta edição, o Boletim traz como destaque a alteração do prazo para apresentação de notas fiscais eletrônicas de produtores rurais nas centrais diante dos desafios para emissão do documento por esse público.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Vinícola em Brasília com vinhedos e arquitetura da capital ao fundo, celebrando aniversários com garrafas de vinho.
AgroBrasíliaDistrito Federal

Vinícola Brasília inicia celebrações de 2 anos e 66 da capital com eventos e lançamentos

A Vinícola Brasília inicia nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, uma...

Assentamento rural José Wilker na Fazenda Sobradinho Mogi, DF, com casas simples e paisagem de cerrado após regularização.
AgroDistrito FederalPolítica

Câmara do DF aprova regularização do Assentamento José Wilker na Fazenda Sobradinho Mogi

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na terça-feira (14/04/2026), o Projeto...

Mercado da Ceasa-DF com pilhas de frutas e vegetais frescos, simbolizando doação de 96 mil kg de alimentos beneficiando 60 mil pessoas.
AgroDistrito FederalMeio Ambiente e Ecologia

Ceasa-DF doa 96 mil kg de alimentos e beneficia 60 mil pessoas nos primeiros meses de 2026

No Distrito Federal, o Programa Desperdício Zero da Ceasa-DF tem se destacado...

Plantação de soja no DF com skyline de Brasília ao fundo, representando incentivos fiscais ao agro e desigualdades orçamentárias.
AgroDistrito FederalPolítica

Câmara Legislativa do DF prorroga incentivos fiscais ao agro e agrava desigualdades orçamentárias

Câmara Legislativa do DF prorroga incentivos fiscais para insumos agropecuários, agravando desigualdades...