sexta-feira , 6 março 2026
Distrito Federal

Mesmo com a redução dos impostos federais, 18 estados além do DF aumentam o ICMS do gás e diesel

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Petrobras reajusta em 12% o preço da gasolina nas refinarias a partir desta quinta-feira

Consumidores de 18 estados e do DF começam a semana com mais dois aumentos que vão pesar no peso de todos. A partir desta segunda e terça-feiras o aumento do ICMS sobre o combustíveis para o diesel e o GPL ( gás liquefeito do petróleo). Os governadores do DF e de GO, não isentaram sua população desses reajustes, que já estão se tornando uma rotina.
O nome técnico desse valor é PMPF (preço médio ponderado ao consumidor final). Seu aumento significa que haverá uma arrecadação maior de ICMS sobre esses produtos, mesmo sem alteração das alíquotas do imposto. O repasse desse aumento ao consumidor final depende de decisão dos postos.
Os aumentos estão em ato do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Em fevereiro, Jair Bolsonaro determinou a retirada dos impostos federais sobre gás e diesel a partir de 1º de março.
Há 2 tipos de diesel no ato do Conselho. O comum e o S10, menos poluente.
Também há 2 tipos de GLP no ato. O comum e o P13, usado nos botijões de até 13 kg. O P13 tem uma política de preços diferenciada por seu uso residencial.
Alguns valores do P13 não constam no documento do Confaz, e os demais apresentam comportamento semelhante –seja para aumentar ou reduzir o preço. Só em MG há valores diferentes para cada tipo de GLP.
Haverá redução do valor de referência do GLP em 5 Estados (AL, ES, PA, RR e RS). Nenhuma das unidades da Federação reduzirá o PMPF para o diesel.
Os combustíveis têm tido altas sucessivas nos últimos meses por causa da depreciação do real. Esses produtos são vendidos no mercado internacional. A política de preços da Petrobras acompanha o que é praticado no exterior.
Na última semana foi anunciado novo aumento nos preços da gasolina e do óleo diesel.
Esse movimento pressiona Jair Bolsonaro. Além de os combustíveis influenciaram na inflação de maneira geral, atingem especialmente uma categoria que apoia Jair Bolsonaro na eleição: os caminhoneiros.
Esse grupo também mostrou, na greve de 2018, que pode causar grandes prejuízos econômicos e políticos quando está descontente e resolve interromper o trabalho.
Bolsonaro tenta compartilhar o desgaste político do preço dos combustíveis com os governadores. Em fevereiro de 2020, por exemplo, disse que zerar os impostos sobre esses produtos era uma questão de “vergonha na cara“. ( informações com edição – poder360.com.br)

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