sexta-feira , 6 março 2026
Política

Goiás: proposta para criar frente contra o aborto tem adesão de 8 partidos e 15 deputados

85

De autoria do deputado Cairo Salim (PSD), a proposta de criação da Frente Parlamentar de Combate ao Aborto, “Pró-Vida” já conta com a assinatura de 15 deputados que serão seus membros – ultrapassando o mínimo exigido de dez parlamentares – e teve seu comunicado encaminhado à Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa.

Como determina a Resolução no 1379/12, que normatiza a criação de Frente Parlamentar, o deputado que a propõe será, necessariamente, seu coordenador.

Também é disposto que deve estar representado, no colegiado, pelo menos 1/5 dos partidos políticos com assento na Casa de Leis.

Os 15 deputados que devem integrar a Frente proposta por Salim são, até o momento, de oito partidos: do União Brasil, serão membros Amauri Ribeiro, Talles Barreto e Dra. Zeli; do MDB, Amilton Filho, Charles Bento, Issy Quinan e Lineu Olímpio; do Avante, André do Premium; do Solidariedade, Coronel Adailton e Wagner Neto; do DC, Fred Rodrigues; do Republicanos, Ricardo Quirino; do Patriota, Veter Martins; do PSD, Wilde Cambão, além do próprio Cairo Salim.

Na justificativa de criação da Frente, o parlamentar argumenta que “a vida é o maior bem da pessoa, nós não podemos nos furtar da obrigação de defender sobretudo as vidas mais indefesas. A legislação penal e a própria Constituição Federal, como é sabido e consabido, tutelam a vida como o bem maior a ser preservado”.

Os cinco objetivos da associação:

1. Acompanhar e fiscalizar os programas e políticas públicas governamentais destinados à proteção e à garantia dos direitos à vida da gestante e do nascituro.

2. Promover debates, simpósios, palestras, campanhas, seminários e eventos pertinentes ao exame de políticas públicas e realizar pesquisas destinadas à gestante e ao nascituro, divulgando seus resultados.

3. Participar de discussões, nos municípios do Estado de Goiás, com o objetivo de assegurar os meios necessários para a garantia dos direitos à vida da gestante e do nascituro.

4. Informar a população sobre os métodos de contracepção admitidos pela legislação brasileira e sobre efeitos psicológicos e colaterais do aborto para a mulher e o feto.

5. Promover discussão e debates, de núcleos especializados nos municípios com o objetivo de assegurar os meios necessários para a garantia da saúde física e mental da mulher e da família, incluindo tratamento psiquiátrico, psicológico, auxílio religioso e subsídios.

As Frentes Parlamentares podem ter duração de seis meses, prorrogáveis por mais seis. (Fonte: Agência Assembleia de Notícias)

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Fachada da CLDF em Brasília com símbolos odontológicos e elementos de negligência na saúde bucal.
Distrito FederalPolíticaSaúde

CLDF homenageia CRO-DF em solenidade criticada por falhas na saúde odontológica

Descubra como a CLDF homenageou o CRO-DF em solenidade criticada por ignorar...

Fachada da CLDF em Brasília com berço vazio e documentos espalhados, simbolizando suporte pós-parto e falhas no sistema de saúde.
Distrito FederalPolíticaSaúde

Cldf aprova proposta de suporte a mães no pós-parto, mas expõe falhas crônicas no sistema

CLDF aprova proposta para fortalecer suporte a mães no pós-parto, mas revela...

Templo religioso em Brasília com Câmara Legislativa ao fundo, representando isenção de taxas e críticas por privilégios fiscais.
Distrito FederalEconomiaPolítica

Cldf aprova isenção de taxas para templos e desperta críticas por privilégios fiscais

CLDF aprova isenção de taxas para templos, gerando críticas por privilégios fiscais...