quinta-feira , 23 abril 2026
Brasília

Ex-secretário de Saúde do AM é atacado por governistas e pela oposição em depoimento à CPI

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O ex-secretário da Saúde do Amazonas Marcellus Campêlo foi alvejado por senadores governistas e oposicionistas durante depoimento nesta terça-feira (15) à CPI da Covid.
O depoimento de Campêlo foi o primeiro sobre a conduta de estados e municípios na pandemia. Até então, somente o governo federal tinha sido objeto das atividades da comissão.
Em relação ao Amazonas, a CPI apura, entre outros pontos, o colapso na rede pública de saúde do estado no início do ano, com o desabastecimento de oxigênio e a morte de pacientes por causa da falta do insumo.
Durante a audiência, senadores que costumam tentar proteger dos ataques da oposição os depoentes ligados ao governo federal passaram a fazer duros questionamentos.
Vice-líder do governo, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) chegou a dizer que houve “crime de responsabilidade” por parte do governo amazonense ao não firmar com antecedência um novo contrato com a empresa White Martins, fornecedora de oxigênio.
Senadores independentes e de oposição, por outro lado, se ampararam no que consideraram uma omissão do governo federal diante da situação na região e na disseminação de cloroquina, por parte do Ministério da Saúde, na véspera do desabastecimento de oxigênio.
Após o depoimento, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) defendeu alterar a condição de Eduardo Pazuello, de testemunha para investigado pela CPI.
Ênfase’ na cloroquina – No depoimento, Marcellus Campêlo relatou que a secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, esteve em Manaus no dia 4 de janeiro, quando defendeu com “ênfase” o uso de remédios comprovadamente ineficazes para tratamento da Covid
Colapso de oxigênio – Em janeiro deste ano, o número de internações por Covid disparou e as unidades de saúde ficaram superlotadas, o que acarretou na falta de oxigênio. Órgãos de controle denunciam que pessoas morreram por asfixia em hospitais de Manaus e de cidades do interior. Os senadores buscam saber o momento exato em que o governo federal foi avisado sobre a crise no Amazonas e quais medidas o governo federal tomou para conter o colapso. Pazuello é alvo de inquérito por suposta omissão no enfrentamento da pandemia no Amazonas.
Mantendo versão apresentada por Pazuello, ele relatou que telefonou para o ex-ministro em 7 de janeiro pedindo ajuda para transporte de oxigênio hospitalar de Belém a Manaus. Segundo o ex-secretário, naquele momento, não se tinha conhecimento de que poderia haver desabastecimento no insumo.

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